Raimundo Aldo x Leonardo Silveira
Continuando, vi rapidamente aqui ( tenho que procurar outros jogadores além de mim, Léo e Cohen, eu sei ) a partida entre dois paraenses na primeira rodada. Aldo x Léo.
Bom, podemos ver aqui o "modus operandi" do Léo de conseguir a iniciativa com as peças negras. Mesmo não adotando o setup típico da bogoíndia, Léo joga 5.Bb4, com a ideia inicial de lutar pelas casas centrais, em especial e4.
Continuando, não gostei do 9.Ce5? do Aldo, parece sem sentido e com a única ideia de evitar o lance liberador e5. Uma opção bem melhor seria 9.a3, perguntando para as negras se elas querem entregar o par de bispos.
Depois de 9. dxc4 das negras, 10. Cxd7? é um erro que deixa as negras claramente superiores. Com 10.cxd3!, segue-se um linha forçada, e depois de 12.e5!, 13.Txe5 exclama: a torre é inserida no ataque à ala do rei. A manobra que se segue com 14.Bf5 - 15.a5! e 16.Be6! deveria já estar na mente do Léo quando ele jogou 14.Bf5. Depois de Be6 as negras já estão em condições de montar um forte ataque na ala do rei.
Por fim, o erro decisivo das brancas foi 20.f4?? , entrando em uma complicação final na qual elas ficam com uma peça a menos.
Daí em diante, o jogo fica extremamente fácil para as negras.
Link da partida:
http://www.chessvideos.tv/chess-game-replayer.php?id=72347
domingo, 18 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
SF 2 - 2011
Com mais de um ano de atraso, começo a postar alguma coisa sobre a SF2 realizada aqui em Belém, em 2011. Antes tarde do que nunca!
Sem mais enrolação, a ideia continua a mesma: postar algumas partidas dos jogadores paraenses no torneio. Atualmente eu tô sem o Rybka aqui no not, então as análises vão estar sem o embasamento de "silício", então, qualquer coisa postem se eu comentar alguma besteira:
1ªRodada
Rodrigo Chaves - Adriano Cunha
Sem mais enrolação, a ideia continua a mesma: postar algumas partidas dos jogadores paraenses no torneio. Atualmente eu tô sem o Rybka aqui no not, então as análises vão estar sem o embasamento de "silício", então, qualquer coisa postem se eu comentar alguma besteira:
1ªRodada
Rodrigo Chaves - Adriano Cunha
Nessa partida, o reflexo de todo um ano ruim continuou se manisfestando: confusão mental na hora de calcular variantes decisivas. E isso ocorreu logo no início do jogo.
Jogamos uma abertura esquisita, que misturou um pouco de Pirc com abertura moderna (sua "prima"). Como estava animado - início de torneio - joguei a variante que provavelmente deve ser a objetivamente melhor: o ataque austríaco ( 4.f4 ). Meu adversário fez um plano diferente, e possivelmente equivocado, com 4.Bg4? ( que em pouco tempo entrega o par de bispos) e c6-e6 -Cd7 - Dc7, com a ideia de rocar grande também.
Bom, confesso que fiquei surpreso com o desenrolar das peças negras: é estranho ver um fianqueto em g7 em que o bispo acabou não indo pra lá, depois, uma formação porco-espinho, com e6?!, criando buracos em d6 e f6,tudo isso com a intenção de fugir do ataque a ala do rei que certamente viria. Eu acreditava que esse plano era falho e em alguma linha eu deveria ter uma boa vantagem, porém não consegui visualizar claramente a bendita variante...
A partir do lance 7.e6?! das negras eu percebi que a intenção delas era rocar grande. Elaborei uma ação rápida no centro com Bd2-e5- Ce4! que visava atacar os pontos débeis delas.
Mas o erro que realmente pode ser considerado grave das negras veio com 11.c5?. Sugiro ao leitor que tente analisar a posição após o lance 11.c5 das negras.
Aqui eu parei, tentei visualizar diversas linhas que começavam com 12.Cxd6 ( que é o correto) porém, não havia variantes forçadas e tampouco a posição resultante era "supervencedora" como eu já havia pré-julgado erroneamente. Os cálculos foram difíceis porque eu já julguei a posição erroneamente antes. Eu estava querendo ver um posição final esmagadora, o que, de fato, não acontece.
Outro erro foi ficar muito preocupado com coisas bobas, como o fato de vários lances não serem forçados, como depois de 12.Cxd6 - Bxd6 13.exd6 - Dxd6: Dama toma em d6 não é forçado. Se, por exemplo, as negras decidem não colocar a Dama na mesma coluna que a torre branca, elas podem não fazê-lo se quiserem. Porém, é um detalhe tão insignificante (o melhor para a negras nessa situação é tomar em d6 mesmo assim) que não deveria ter ocupado minha mente nem um minuto.
A ramificação realmente importante que acontece nessas variantes começa com 14.c4!( eu vi esse lance, mas fiquei com medo de expor meu rei, que está na mesma coluna que a Dama negra, porém, esse medo não tem absolutamente nenhum fundamento, já que as negras estão subdesenvolvidas, sem condições de explorar alguma coisa, além do que, o bispo em f1 protege c4...
E agora, o cavalo em d5 têm várias casas em que pode se alojar: b4,b6,f6,e7 e c7. O fato é que eu também visualizei até aí, porém, como havia dito, tinha o preconceito de querer encontrar algum tema tático vencedor. A realidade é que se, por exemplo, as negras movem o cavalo para f6, por exemplo (bem melhor do que para b4), as brancas "apenas" têm uma vantagem posicional possivelmente decisiva - par de bispos em uma posição aberta - mas não o mate imediato ou o ganho de uma peça, essa avaliação posicional que eu não tive bloqueou meus cálculos, em um momento decisivo do jogo. As outros lances de cavalo seguem a mesma ideia, sendo que a combinação para por aí.
É muito texto... espero que alguém entenda isso... O fato é que durante o jogo, como eu não vi uma super vantagem com a variante que começa com 12.Cxd6, e fiquei receoso de expor o meu rei com c4, joguei o fraquíssimo 12.Bb5?, seguido do plano que eu havia pensado anteriormente: Cxd6 e c4, porém o bispo branco não estará mais em f1 defendendo c4! (eu vou trocar em d7) Realmente, é difícil de explicar certos jogos...
Depois disso, perdi a iniciativa, e entrei em um final inferior, joguei o fraco 31.g5, só para citar um erro e fui sendo derrotado. Uma derrota bem dolorida logo na primeira rodada da SF2 - 2011. Mas com algumas importantes lições aprendidas.
Link da partida:
http://www.chessvideos.tv/chess-game-replayer.php?id=72172
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