
A FEUP ( Federação de Esportos Universitários do Pará ) promoveu nos dias 16 e 17 de abril os jogos universitários paraenses (JUPS). O evento aconteceu na Escola Superior de Educação Física, na João Paulo II.
O autor desse blog ganhou o torneio, \o/ , e, até mudar o nome do blog de novo pra uma coisa menos pretensiosa do que xadrez no Pará - tô pensando em colocar "blog do rodrigo chaves" - vou esperar sair as partidas no site da FEXPA e colocá-las todas aqui no blog, no mais, posso colocar uma aqui que achei interessante.
Joguei de pretas contra o Gleydison, calouro de engenharia mecânica da ufpa e pupilo do Clauber na arbitragem, hehehe. Bem, a partida foi interessante porque desde de 6.f4 das brancas eu fiquei refletindo sobre um modo de jogar aquela abertura.
Pensei em jogar um método: g6-Bg7-Cc6 e Bg4, com a idéia de atacar os peões de e5 e d4. Só que essas linhas não ficaram muito claras na minha mente e eu preferi seguir um caminho mais cômodo pra min, com 6.e6.
Porém, não me conformei em jogar sem me precipitar e realizei o fraco lance 9.b5? que foi corretamente respondido pelas brancas com 10. Be4! Me restou sacrificar o peão de d5 a fim de conseguir algum contra-jogo, como foi de fato o que ocorreu na partida. Vale ressaltar que, na minha opinião, se as brancas não tomassem em d5 (15.Dxd5), e procurassem desenvolver as peças, era quase certo que teriam uma posição ganhadora ( não havia pressa em tomar em d5).
Provavelmente eu sacrificaria o peão de qualquer jeito, jogaria d4, mas não sei se adiantaria alguma coisa.
Depois, do meu 16.Cd4, acredito que devido às muitas linhas abertas em cima da posição negra e da falta de desenvolvimento das peças brancas na ala da dama, eu tive tempo suficiente pra pressionar até o erro final com h3.
Ah, tem outra partida que achei interessante ( é, vou mudar o nome desse blog rsrs). Joguei de brancas com o Isaías, estudante da UFPA.
Bom, jogamos uma defesa eslava, e, como as negras realizaram 4.Bf5, pensei na estratégia de pressionar em b7 com a Dama e caso, as negras jogassem 5.Db6 jogaria 6.c5 e jogaria baseado numa "avalanche de peões" na ala da dama, tudo isso foi de fato o que aconteceu na partida.
O interessante é que não considerei os fatores dinâmicos, como diria o moderno conceito da teoria de xadrez. O que quero dizer com isso? Quero dizer que com 14.Rd2?? não tive a percepção tática de que com o meu bispo desprotegido de a6, minha torre desprotegida em a1, a casa fraca em b3, e o meu rei na casa de garfo (d2), ficaria perdido se as negras tivessem jogado 14.Bxc5! já que não posso tomar em c5 porque depois de Cxc5 o cavalo de c5 estaria ameaçando um garfo em b3 e o bispo de a6.
Acontece que as negras não viram isso e jogaram um plano muito lento com 14.Bxb1 e 15.g6. Depois de 17.o-o, eu joguei 18.b5, ficando ganho, as negras tomaram em b5. e eu joguei o intermediário c6! O interessante é que o meu bispo desprotegido de a6 serviu pra apoiar o peão passado de c7, o que era o plano estratégico estático inicial, pena que eu não vi o detalhe dinâmico do sacrifício do bispo em c5.
Assim que eu ver as partidas dos outros colegas que jogaram o JUPS, postá-las-ei =)
Abraço.
Oi Rodrigo
ResponderExcluirdá uma olhada no blog do clube de xadrez de marabá pra minha alegria ta tendo alguns torneios aqui, e com jogadores fortes, inclusive com um jogador me dando porrada em dois torneios seguidos terminando nos dois ele em primeiro e eu em terceiro cxmaraba.blogspot.com tem até umas partidas comentadas