terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Aberto do Pará: parte 1

Olá pessoal que gosta de ouvir notícias sobre o xadrez no estado do Pará =)


Vou começar uma série de posts sobre um dos principais eventos que ocorrerram aqui em Belém no ano que terminou (2010). A idéia é falar um pouco, pra não se tornar cansativo, sobre as principais partidas foram disputadas no Aberto do Pará 2010, que aconteceu no Hotel Regente.

A primeira partida interessante que ocorreu foi Carmona x Léo ( apesar de no site oficial constar que o Léo tá de brancas, que eu me lembre, era o contrário - me corrijam se não for realmente isso!

Bem, a partida foi uma defesa francesa, umas das defesas favoritas do Léo. Logo as brancas jogaram o lance que foge da teoria convencional: 4.Dg4?! .Geralmente, na variante do avanço da defesa francesa ( 3. e5 ) as brancas procuram jogar lances como c3, Cf3, Be2, Ca3 e Cc2, tudo visando defender o peão de d4, que irá se tornar fraco após cxd4, e conseguir alguma vantagem devido ao seu maior espaço territorial no tabuleiro - ou seja, os peões de d4 e e5.

As negras resolveram então provar que o lance 6. Bd3 das brancas tinha sido uma perda de tempo, então jogaram 6.c4? adotando uma estratégia que eu considero errada pra essa partida. Como falamos a idéia nessa variante é pressionar o centro através de cxd4,etc, podendo até rocar grande depois - só jogando Rb8 pra tirar o rei da coluna c.

Entretanto, o plano negro de fechar o centro e iniciar um jogo de ataque em lados opostos seria bastante razoável se não fosse o inesperado 10. Bxc4! das brancas - as negras não podem tomar o bispo devido ao xeque em d6 e ao duplo em f7. Léo usa então de vários recursos para tornar o jogo mais dinâmico, como h5 e f6! sacrificando um peão pra abrir linhas. O jogo então continua, mas sempre as brancas possuem uma leve vantagem.

O ponto culminante da partida, foi no lance 34 em que as brancas deveriam ter jogado 34.Rb2! com grande vantagem, só que se precipitaram e jogaram 34. Tc2?? permitindo às negras encontrar o recurso salvador Da3! É verdade que ainda havia a possibilidade das brancas jogarem agora 35. Dc4, mantendo a vantagem, mas devido à fatores como o tempo e a pressão, elas jogaram 35.Rb1?? que permitiu as negras igualarem com a manobra de xeque perpétuo em f1 e ameaça de mate em a2.

Uma excelente partida que mostra que mesmo em situações difíceis é possível ir sempre criando problemas ao adversário, seja na posição, seja pressionando no relógio, etc.

Nenhum comentário:

Postar um comentário