domingo, 7 de novembro de 2010

Minha melhor partida.

Sabe, eu jogo muitas partidas ruins, mas de vez em quando algumas se salvam e me dá um certo orgulho de saber que eu consigo jogar assim. =)


Então, como primeira partida pra ser postada no blog, apresento pra vocês a que eu mais gosto. A que eu joguei com o MF pernambucando Marcos Asfora no Aberto do Brasil - Etapa Pará de 2009.

Existe uma historinha que explica o meu estado de espírito em que estava jogando naquela partida. Na rodada anterior, eu havia sido trucidado logo na abertura para o meu carrasco habitual dos torneios abertos, o MF paraibano Luismar Brito, então, de certa maneira eu estava com o botão "turbo" ligado e disposto a jogar de maneira arriscada pra procurar pontuar.

Foi exatamente o que aconteceu na minha partida com o MF Asfora. Jogamos uma Índia do Rei , variante Kramnik (9.b4 direto), e logo ofereci um peão na abertura com 11.c5!? com o objetivo posicional de abrir linhas no centro e ala da dama. As negras não aceitaram. E cada lado procurou seguir seus objetivos estratégicos - negras atacam na ala do rei e brancas no centro e ala da dama.

Depois de Dg6, atingimos a posição crítica: o peão de g5 está cravado e as negras ameaçam vir com várias peças pra cima do meu rei. Era hora de uma medida drástica, e como estava confiante que o ataque negro foi um pouco lento e que o meu contrajogo na centro- ala da dama estava bom, pensei que era hora de procurar algo efetivo. Na verdade, eu havia notado que Txc7 era uma possibilidade quando joguei 37. Tb7 e notei que 37. Dxc6? falharia em vista de 38.Tc1! entrando as duas torres em c7.

Mas o tempo passa rápido e eu fui confiando na minha intuição, chegando o momento decisivo, vi umas possibilidades e percebi que o sacríficio era bom por destruir a cadeia de peões das negras. Asfora entrou numa variante que trocava as damas, mas que no final eu estava com dois fortes peões passados em a6 e c6 além do que o rei negro estava em uma rede de mate.

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